domingo, dezembro 27, 2009

Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal. Realidade ou alvo distante?

Artigo: Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal. Realidade ou alvo distante?
Autor: Fábio Ferreira Batista.


O artigo discute os resultados de três trabalhos sobre Gestão do Conhecimento (GC) realizados em órgãos da Administração Pública Federal.
O primeiro trabalho discute o conceito de GC para a Administração Pública, além de identificar o seu estágio de implementação em seis organizações do Executivo Federal. Ele defende a tese de que a finalidade da Gestão do Conhecimento nessas instituições deve ser vista de forma mais ampla que em empresas do setor produtivo.
O segundo trabalho analisa as mudanças que estão ocorrendo na gestão pública com a implementação de práticas de GC em 28 órgãos da administração direta e em seis empresas estatais do executivo federal. Esse trabalho compara a situação do governo brasileiro com os governos dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo concluir que a GC encontra-se em níveis bastante distintos na Administração Federal. Os pontos positivos encontrados em alguns ministérios devem-se a algumas ações isoladas adotadas e pulverizadas. A alta direção, bem como as chefias intermediárias, chegam a mostrar desconhecimento do tema. Já as empresas estatais estão em níveis semelhantes com obtenção de resultados próximos àqueles das organizações públicas dos países membros do OCDE.
O terceiro estudo mostra como 45 Instituições Federais de Ensino Superior tratam o tem a GC. Ele avalia a situação atual de implantação; compara essa situação com o estágio em que se encontram tais práticas nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal; avalia o grau em que se encontram essas instituições em relação à formalização e explicitação da GC; propõe recomendações para consolidar os processos de GC e apresenta propostas. Os resultados mostram que a implantação está em estágio inicial. O trabalho apresenta sugestões, como a utilização do Ciclo Operacional da Gestão do Conhecimento para melhorar a gestão de processos, visando tornar a GC parte das atividades diárias das instituições.
O artigo mostra que algumas empresas estatais e alguns ministérios já possuem uma estruturação que proporciona uma ação coordenada, institucionalizada e com objetivos, resultados e indicadores concretos para implantar a GC. As estatais, em especial, associam os objetivos da GC com a estratégia da corporação, destacando-se a inovação, o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, compartilhamento de informações e conhecimento. Essas empresas reportam melhoras significativas na capacitação dos colaboradores em competências mapeadas pela organização. Quanto aos ministérios, alguns possuem um comprometimento razoável em relação à GC, enquanto que outros não a consideram. Esses estudos mostram que aquelas instituições que não possuem uma consideração à implantação da GC, possuem uma oportunidade de buscarem intercambiar informações com outros ministérios e empresas estatais.

Resumido por: Luciana F. Lazzarini Zanetti.

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